terça-feira, 19 de abril de 2016

O crepúsculo das personificações (1972) - Fredy Perlman


O Flautista de Hamelin traduziu e nós fizemos a revisão para publicação  desse grande texto de Fredy Perlman: 

O crepúsculo das personificações


Alguns trechos:
"Os produtores criam uma tecnologia industrial que elimina a necessidade material do trabalho forçado enquanto reproduzem as condições sociais do trabalho forçado. As forças produtivas que eliminam as condições materiais de escassez tornam-se instrumentos sociais para a manutenção de escassez. A pobreza deixa de ser uma função da natureza e torna-se uma função das relações sociais."

"O paradoxo consiste no fato de que, tão logo os indivíduos abdicam de seus poderes autônomos [self-powers] para personificações destes poderes, os indivíduos se tornam vítimas das personificações; eles se tornam instrumentos, ou meios, pelos quais os poderes da personificação são executados. Assim é possível para os mesmos indivíduos envenenar o ar durante o dia e respirar o ar envenenado ao descansar a noite, uma vez que não são estes indivíduos que envenenam o ar - é a General Motors. Assim é possível para os mesmos indivíduos produzir armas em tempos de paz e massacrar uns aos outros com as armas em tempos de guerra, uma vez que não são esses indivíduos que produzem as armas ou combatem nas guerras; as armas são produzidas pela General Dynamics e a guerra é combatida pelo General Eisenhower, o Marechal de Campo Rommel e o Marechal Stalin."

Link para o texto completo:
O crepúsculo das personificações

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